Enfim... a alienação pode ser de Operário (dominado) e o Capitalista (dominante), em casos que o operário passa boa parte da vida construindo algo que nem ao menos sabe para o que serve, ou que se submete a grande exploração, mas não se dá conta disso, ou percebe claramente, "mas não é tão mais fácil simplesmente obedecer?" Karl Marx percebeu isso e se perguntou "se o número de operários é superior ao número de dominantes, por que não se revoltam contra eles?"
Talvez por simples conformidade... Mas é hipocrisia falar de alienação como um fato isolado, como se todos não fossemos alienados de alguma forma. Você vê jornal? Eu particularmente não seria um exemplo de "não-alienada". Você participa da política de alguma forma? Sabe o que seus governates fazem ou deixam de fazer pelo seu município e pelo país? Pois deveria saber (eu também).
Outro exemplo clássico de alienação são os comerciais de TV, que manipulam a mente do consumidor e se utilizam de frazes cobertas de exclamações que te convencem que, por mais que o objeto seja desnecessário, inútil, você precisa urgentemente dele. "Se você tem (...), você PRECISA disso!" "Copre (...)!". Quem quando criança não viu uma propaganda de um brinquedo e não ficou enchendo os pais para que comprassem?
A mídia não dita apenas moda e o que você deve comprar, mas também te convence de uma determinada ideologia. Exemplo, se você ler no jornal a seguinte manchete "Dono de loja põe funcionário na rua. Homem desempregado com três filhos para criar". Bom... você logo pensa "que imbecil, queria ver se fosse ele com três filhos e desempregado", "coitadinho...", ou algo do tipo. Mas se ao invés disso estivesse escrito "Funcionário rouba loja. Dono não tem outra opção a não ser despedi-lo.". Bom... ai a reação é diferente... Mas os jornais, em maioria, não procuram relatar os dois lados na história e sim o lado que venderia mais ou que daria mais audiência.
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