sábado, 8 de setembro de 2012

  Aqui estou eu, em um sábado qualquer de setembro de 2012. Estranho... se passou tanto tempo sem nenhuma postagem, sem nenhum pensamento registrado em um papel da última folha do caderno... Sinto-me realmente uma pessoa estranha nesse ano. Desde que me lembro não se passava um dia sem que sentisse uma necessidade absurda de escrever, mas esse ano foi diferente, faltou-me o ímpeto de segurar a caneta sobre o papel, faltou-me a concentração... parece que não penso em outra coisa a não ser a faculdade...
  Mesmo que não tivesse a intenção de guardar um pensamento, tinha de escrevê-lo, geralmente à mão. Mesmo que aquele papel nunca mais fosse visto, fosse amassado entre livros e abandonado na estante, ou fosse, com um bolo de outros papéis, parar em uma lixeira.
  E meus projetos literários...? Obviamente estou me distanciando cada vez mais do sonho de escrever profissionalmente. Não sinto mais vontade de finalizar minhas histórias... estão amontoadas em alguma gaveta abandonada da minha memória. E sinceramente não acredito que algo vá mudar nesse sentido... é estranho ver um sonho de infância se tornar um devaneio sem futuro...  E o Blog? Vou manter... mesmo que ninguém leia e com incerteza sobre a regularidade de minhas postagens...
   Mas sempre quando escrevo sinto como se estivesse me "auto construindo", construindo o que eu sou, é quase metalinguístico... a vida se constrói, como uma história, enquanto as palavras tecem histórias que recriam a vida. As reflexões que faço a respeito da vida montam meu senso crítico, e se faço isso melhor com o auxílio da escrita, não penso em abandoná-la, então... o tempo me dará respostas, talvez meu sonho antigo se realize, talvez seja substituído... Por hora digo que farei o possível para manter atualizações regulares no Alienação Ideológica. Até a próxima.

                                                                                                                             XoXo: Bia Siqueira.
                                 

Um comentário:

  1. Não sei o que acontece com a gente que deixa de escrever por motivos desconhecidos, talvez seja a rotina louca da vida, a busca de se conseguir algo concreto, o sonho, os versos, a escrita, o que é abstrato e artístico se esvai. O que era outrora uma necessidade de gritar ao mundo sensações, como uma chance de conhecer a si mesmo, como uma construção diária do ser. Mas deve fazer parte da vida mesmo, chega um momento na qual viver torna-se tão intenso que registrar, inventar, refletir fica em segundo plano, fica no pensamento, fica dentro da gente, na espera de que quando saia, saia uma coisa boa e que se não for boa, que importa? o que nos restar é só viver, o viver que é tudo...

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