

Passei na frente de um supermercado um dia desses... e fiquei boquiaberta. Assustei-me com a quantidade de pessoas atrás da promoção. Muito mais que o susto foi a impressão de ver leões esmagando os mais fracos, da mesma espécie, depois de dias sem comer, atrás de um suculento veado. Animais racionais? Não vejo como. Lembrou-me um vídeo que vi no youtube onde há um tumulto realmente assustador em um feirão de eletros (http://www.youtube.com/watch?v=mBLQr7U_F90&feature=fvsr). Após voltar para casa senti um embrulho estranho no estomago. “E se realmente as pessoas não tivessem o que comprar?”, como seria aquele supermercado? Lembrei das imagens tão circulas por aí... que querendo ou não você já deve ter visto e querendo ou não é a realidade. Pessoas pobres sem ter o que comer. Pessoas com ossos visíveis e rostos que transparecem dor e fome. Eu, sinceramente, acho um absurdo um comportamento tão irracional vindo de pessoas totalmente saudáveis e sem precisão de tal. Você pode vir e falar: “Para algumas pessoas um real faz muita diferença”, sim, isso é obvio. Mas essas pessoas não estavam lá.
Se você quer economizar, beleza, quem não quer? Eu quero! Mas não há, em tais ocasiões, porque se comportar como uma hiena, um leão esfomeado, arriscando a saúde de outros. A busca insensata pela sobrevivência está em nosso instinto animal, mas só devemos recorrer a este instinto quando é necessário e mesmo assim pensar que como sentimos fome, o outro também sente; como sentimos frio, o outro também sente; como sentimos sede, como sentimos necessidade de ter onde dormir, como queremos bens matérias, outros também.
Mais absurdas ainda são as demonstrações gratuitas de violência que de meia em meia hora ouvem-se relatos. Nas escolas, nos ambientes de trabalho, em meio a um jogo (que em teoria seria para a diversão, e por diversão não encontramos como sinônimo violência), e em tantos outros ambientes. Essas são algumas provas da irracionalidade humana. E é irracional conviver com estas e outras realidades e abster-se do pensamento, mantendo-se alienado.
Por Bia Siqueira.
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